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"Obviamente que nunca temos meios suficientes" LICÍNIO LIMA
Oliveira Pereira, DIRECTOR NACIONAL DA PSP Considera-se líder de uma polícia do século XXI, preparada para reagir aos novos tipo de criminalidade? Cada vez me acho mais. É um peso enorme sobre os meus ombros. Mas há uma receptividade extraordinária da parte de todos os polícias. Tem havido um diálogo aberto, leal e transparente com todos os sectores, nomeadamente com os sindicatos. Portanto, acho que estamos no bom caminho. Tem todos os meios de que necessita para liderar esta polícia do século XXI? Não, os meios não tenho. Obviamente que nunca temos os meios necessários e suficientes. Mas os meios que temos são suficientes para atingir os nossos objectivos e cumprir as nossas missões. Prova disso são os louvores que decidi atribuir este ano. Os sindicatos defendem que a PSP precisa de mais meios. Tenho tido reuniões com os sindicatos. Estamos a discutir o projecto do estatuto do pessoal que tem a ver com essa problemática. Mas não há números para avançar. Neste momento estamos ainda a estudar e, a curto prazo, iremos apresentar uma proposta à tutela. Os agentes consideram também que não deveriam ser equiparados à função pública. Não me quero pronunciar. Não por não ter opinião, mas porque estamos ainda a analisar o assunto, e a proposta tem de ser apresentada primeiro ao ministério. A PSP vai controlar a segurança privada? Está previsto na nova lei orgânica da PSP a existência de um departamento. Já está indigitado o futuro director, e toda a estrutura está praticamente montada. Só não existe formalmente. Era uma competência da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna que passou integralmente para a PSP. Que competências vai ter? As competências vão ser de coordenação, licenciamento, inspecção, controlo e fiscalização das empresas de segurança privada. Nestas cerimónias do 141.º aniversário da PSP foram homenageados os agentes que se dedicam à investigação criminal. Considera que a Polícia Judiciária (PJ) está a perder terreno nesta matéria? De maneira nenhuma. A PJ tem as suas competências, e nós temos as nossas. Eu entendi relevar o desempenho fantástico que houve na Divisão Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa, especialmente naquele caso concreto em que as investigações supuseram perigo de vida, esforço e uma dedicação notável (tratou-se do desmantelamento de uma rede que operava na noite de Lisboa traficando mulheres e pressionando os proprietários dos bares a adjudicarem-lhe serviços de segurança). Por isso decidi louvar isso. Mas sem nunca exceder as nossas atribuições e competências. | |
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