MNE alerta que a actual situação internacional é complexa e grave
Luís Amado frisou ontem, no Parlamento, que "a última coisa de que a Europa precisa é de enfrentar uma fase de instabilidade", alertando para se estar a viver numa "situação internacional grave e complexa" que em seu entender é mesmo "a pior desde o fim da II Guerra Mundial".
O ministro dos Negócios Estrangeiros foi chamado ao Parlamento pelo Bloco de Esquerda para fazer o ponto da situação da ratificação do Tratado de Lisboa depois do "não" da Irlanda e das recentes tomadas de posição por parte da Polónia e da República Checa.
Luís Fazenda, líder parlamentar do Bloco, acusou os governos da União Europeia de terem uma política de "vale tudo para salvar o Tratado de Lisboa", afirmando que a Irlanda está neste momento a ser alvo de uma "política de chantagem" por forma a vir a alterar a sua posição.
Na resposta, Luís Amado contra-atacou com a ideia de que neste momento quer o BE quer o PCP alinham com as teses da "coligação negativa" contra a evolução positiva que representa o Tratado de Lisboa. Para o MNE, se é certo que existe uma "crise do processo de ratificação", os vários executivos, incluindo o português, devem fazer tudo para ultrapassar o impasse.
Luís Amado espera que no Conselho Europeu de Outubro ou, de Dezembro, o problema possa ser ultrapassado, garantindo que o objectivo é que a Irlanda faça parte da solução. Recusou a tese de que se está a fazer qualquer chantagem sobre este país. O ministro lembrou, ainda, que já com Nice e Maastricht se repetiram referendos.|