Comércio. Quebra de 25,3% em Junho
'Rent-a-car' e frotas evitam uma crise de maior dimensão
A queda de 25,3% nas vendas de automóveis ligeiros em Junho "é o reflexo da crise instalada" e põe em causa a subsistência das empresas e os postos de trabalho, alertou ontem a Associação Nacional do Ramo Automóvel (Aran).
Ao todo, foram comercializados em Portugal apenas 25 465 automóveis ligeiros, contra 34 102 em Junho de 2007, com algumas das principais marcas, como a Opel, Peugeot, Citroen e a Toyota, a apresentarem quebras na casa dos 30%.
Até as marcas de luxo, normalmente imunes à crise, se ressentiram. A Ferrari, por exemplo, que tinha vendido dois carros em Junho de 2007, no mês passado não vendeu nenhum; a Maserati vendeu um, contra dois em 2007 e foram comercializados 16 Porsche, contra 26 em Junho de 2007.
Por segmentos, as vendas de ligeiros de passageiros baixaram 8,9%, mas os comerciais ligeiros deram um trambolhão de 59,5%. E, de acordo com a Aran, "se não fossem as vendas para as frotas e o rent-a-car realizadas por algumas marcas , os resultados seriam bastante piores".
A crise económica poderá explicar uma parte da queda. Mas, como lembra a Associação de Comércio Automóvel (ACAP), a amplitude da descida poderá ser explicada pelo facto de, no ano passado, ter havido uma corrida às compras, antecipando a entrada em vigor, em Julho de 2007, da nova reforma da fiscalidade automóvel; e este ano as aquisições foram adiadas, à espera da redução de um ponto no IVA, que só entrou em vigor no dia 1 deste mês. |- V.M., com LUSA