Quinta, 3 de Julho de 2008
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Lisboa
03.07.08
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Crise da Starbucks não afecta abertura Portugal

Reestruturação. Fecho de 600 cafés e 12 mil despedimentos
Emagrecimento deverá custar à multinacional 200 milhões de euros

A cadeia norte-americana de cafés Starbucks anunciou ontem que pretende fechar 600 estabelecimentos nos Estados Unidos, o que implica a eliminação de 12 mil empregos. Este número inclui o encerramento de cem estabelecimentos que já tinham sido anunciados pela empresa. Apesar da crise, a empresa mantém a sua estratégia de expansão na Europa, que passa pela abertura de um ou dois cafés em Portugal.

A maioria dos fechos de cafetarias ocorrerá na segunda metade do ano fiscal de 2008 e no primeiro semestre de 2009, medida que atingirá os cafés menos rentáveis. O comunicado da conhecida marca indica que cerca de 70% dos estabelecimentos visados tinham sido abertos desde o início de 2006. A empresa avalia entre 328 e 348 milhões de dólares (entre 207 e 220 milhões de euros, respectivamente), os custos ligados ao fecho dos estabelecimentos.

O mesmo documento refere que a empresa tentará colocar o maior número possível de empregados em lojas próximas das que irão encerrar.

Face a esta decisão, a Starbucks refere que durante o próximo ano fiscal de 2009 espera a abertura de "menos de 200" novas cafetarias, face às 250 que previa inaugurar inicialmente.

"Ao longo da história da companhia, sempre temos aspirado a colocar a nossa gente em primeiro lugar", assegurou, no mesmo comunicado, o presidente da empresa, Howard Schultz, que classificou a decisão de "difícil", porque "afecta a vida das pessoas que têm trabalhado tão arduamente para oferecer um serviço superior aos nossos clientes". Este responsável lembrou igualmente que desde Janeiro que está a ser analisada a reformulação do seu negócio nos Estados Unidos, bem como a definição de uma estratégia a longo prazo.

Assim, em Março, a cadeia de cafés, com sede em Seattle, Washington, tinha anunciado uma estratégia para recuperar clientes e combater assim a concorrência e a crescente desaceleração do seu negócio nos Estados Unidos.

Desde há meses que a companhia tem vindo a registar uma deterioração do seu modelo de negócio, que os clientes atribuem à redução da qualidade do café que servem, bem como à perda de um certo encanto que os estabelecimentos Starbucks sempre fizeram gala em ostentar.

Em Abril último, Howard Schultz reconheceu que "o ambiente económico actual era o mais fraco da história da companhia", fundada há 30 anos.

A Starbucks tem actualmente uma cadeia de mais de 16 mil cafés em 45 países, mas a maior parte da facturação provém do mercado norte-americano. |- P.C., com agências
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