Sábado, 17 de Maio de 2008
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Lisboa
17.05.08
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Quinze hospitais vão fazer 30 mil cirurgias


DIANA MENDES
Quinze hospitais públicos aderiram ao Programa de Intervenção em Oftalmolologia, projecto que visa a realização de 30 mil cirurgias e 75 mil primeiras consultas de oftalmologia adicionais no espaço de um ano. O programa foi ontem apresentado pela ministra da Saúde, Ana Jorge, e visa ainda um aumento da produtividade destes hospitais entre 20% a 30%, de forma a conseguir dar resposta a 90% das solicitações dos utentes até Julho de 2009. E, ao que tudo indica, mais hospitais vão aderir ao projecto.

"Um programa ambicioso", classificou a ministra da saúde, lembrando que, no País, 118 mil pessoas aguardavam por uma consulta de oftalmologia na altura em que assumiu funções. As unidades que assinaram protocolos comprometeram-se a aumentar a sua produção em 10%, 20% ou 30%, caso a sua produtividade estivesse acima, ao nível ou abaixo da média do País, respectivamente.

As 30 mil cirurgias adicionais e 75 mil primeiras consultas acima desta produtividade serão compensadas pelo Estado, o que vai obrigar a uma despesa de 28 milhões de euros. "Iremos pagar por cada cirurgia adicional e, depois, as administrações hospitalares pagarão aos profissionais", afirmou Ana Jorge.

Ontem foram anunciados os nomes dos 15 hospitais que aderiram ao programa. Quatro destes foram contratados como Centros de Elevado Desempenho (CED). As elevadas capacidades técnicas e os recursos humanos disponíveis nestes CED permitirão "ajudar a resolver problemas existentes em regiões onde os recursos são mais escassos, como o Algarve e o Alentejo", refere Ana Jorge.

O DN apurou que estas quatro unidades - Hospital de São João, Hospital de Santa Maria, Hospital de São José e Centro Hospitalar de Lisboa Central e Hospitais Universitários de Coimbra - irão responder a mais de 17 mil cirurgias às cataratas. Onze unidades realizaram as restantes 13 mil cirurgias previstas.

Os hospitais privados ficam de fora deste programa, que apenas serão alternativa quando o hospital de referência ou o CED não der resposta atempada. Uma medida que Ana Jorge defende. Caso contrário, "seria um sinal de abandono do serviço público de saúde".

Pedro Gomes, coordenador do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), refere que o tempo mediano de espera por consulta será de seis meses até Julho de 2009. No caso da cirurgia, a espera máxima será de cinco neste período. O sistema será avaliado e os dados publicados em 2009. |
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