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Aluno de Biomédica nega violação de colega de curso
SUSANA PINHEIRO E HELDER ROBALO
O aluno de 25 anos suspeito de ter violado uma colega do curso de Engenharia Biomédica Universidade do Minho (UM), em Braga, já negou a amigos ter praticado o alegado crime. Segundo fontes próximas do estudante, que não se quiseram identificar, ele "está muito abalado" com as notícias. O DN sabe que, durante o dia de ontem, o jovem recebeu mensagens de apoio dos colegas de curso. Entretanto, a UM está a aguardar o resultado das diligências da PSP para tomar uma posição sobre o caso.
Segundo amigos do jovem, que não se quer expor publicamente, este garantiu ser mentira ter violado a caloira de 18 anos, na madrugada do passado dia 12, no recinto da festa do "Enterro da Gata", em Braga. Sabe-se que conhece a rapariga e que a sua namorada é amiga dela. Ao que o DN apurou, o aluno ainda não foi ouvido pela PSP.
Entretanto, a UM garantiu ter tido conhecimento da alegada violação, "na sequência do telefonema da mãe da aluna, que diz que a filha tinha ido ao Instituto de Medicina Legal do Porto fazer exames" e que lhe foi disponibilizado apoio psicológico. A mãe confirma ainda que ontem a filha conversou, na Internet, com a psicóloga, depois de, na véspera, ter recebido a sua visita. Até porque, contou, "ela não consegue sair da cama, nem de casa, com vergonha". Mais, disse, "nunca pensou que a notícia explodisse desta forma". A mãe contou que telefonou ao suspeito: "Ele nem se defendeu".
"São acontecimentos infelizes que reprovo", afirmou o "Papa" da UM, António Carneiro. E adiantou que a alegada violação nada teve a ver com praxes. "Se a situação for tão grave como parece, a academia tomará posição", frisou.
O presidente do Gabinete de Alunos de Engenharia Biomédica (GAEB), Carlos Alves, diz que os alunos foram apanhados de surpresa. "Se a suspeita se confirmar, o núcleo reprovará o acto e estará ao lado da vítima", garantiu.
Normalidade no Porto
Quanto à Queima das Fitas do Porto, este ano decorreu "dentro da normalidade", disse ao DN Roberto Pinto, vice-presidente da Federação Académica do Porto (FAP). Mesmo as noites no Queimódromo, onde milhares de estudantes consomem álcool em quantidades muito acima do razoável, "foram calmas".
Segundo Roberto Pinto, "não houve registo de casos graves de ordem alguma, nem de queixas às autoridades". O responsável diz ter havido, "apenas, e à semelhança do que é habitual, algumas intoxicações alcoólicas e uma ou outra rixa". Casos, quase todos, tratados na tenda que a Cruz Vermelha instalou no recinto.
O INEM confirma. "Fomos solicitados para socorrer algumas pessoas vítimas do excesso de álcool que consumiram, mas longe do coma alcoólico". Além disso, disse. "Apenas ferimentos leves resultantes de quedas". |
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