Conhecem-se os critérios (educação, saúde...) que permitem chegar ao índice de desenvolvimento de um país. Os últimos dias revelaram-nos um critério até agora ignorado. Por ele se podem classificar os países - na verdade, os regimes que os governam - como abaixo de cão, ou não. O critério é este: há países que se deixam ajudar nas tragédias e os que não. A Birmânia é varrida por um tufão, tem milhares de mortes e mantém-se orgulhosamente só: "Não, não precisamos de ajuda", dizem os generais. E, de facto, não precisam da ajuda internacional para nada: os seus soldados são suficientes para lhes limpar a lama da entrada das vivendas. A boa notícia é que a China - durante muito tempo adepta de que mais valia perder a vida de um pobre chinês do que a honra de um chefe chinês -, a China, mudou. Tiveram um terramoto em casa e aceitaram grupos de salvamento japoneses e da ilha Formosa. Bem-vinda ao concerto das nações que, quando precisam, dizem. |