Sábado, 17 de Maio de 2008
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Lisboa
17.05.08
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Extremadura abre "embaixada"


FRANCISCO ALMEIDA LEITE
Os espanhóis não brincam em serviço. A Comunidade Autónoma da Estremadura espanhola comprou uma casa no Restelo - o bairro de Lisboa onde estão concentradas a maior parte das embaixadas - onde irá abrir uma delegação com funções comerciais, administrativas e... diplomáticas. Na prática, trata-se de uma "embaixada paralela".

A "oficina" de Lisboa, como lhe chama a Junta da Estremadura, será aberta em moldes semelhantes à de Bruxelas, inaugurada em Junho de 1992, com o objectivo de "aproximar as actividades da União Europeia dos sectores públicos e privados da Comunidade Autónoma da Estremadura". Por outras palavras, a "oficina" serve para fazer lobbying pela Extremadura e para a Extremadura. Em Lisboa as funções serão em tudo semelhantes, mas deverão ainda ter um forte pendor administrativo devido à proximidade entre as duas estremaduras, portuguesa e espanhola, e às recentes evoluções em termos de infra-estruturas e de serviços oferecidos dos dois lados. Recorde-se que, no último ano, vários bebés portugueses de terras como Elvas foram nascer a Badajoz.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros está ao corrente da intenção do governo da Junta da Estremadura - presidido por Guillerme Fernández Vara (na foto) - de abrir a delegação de Lisboa e reage desta forma: "O MNE tem a informação de que existe essa possibilidade e essa disponibilidade, mas precisamos de ter mais informação sobre o assunto". Para a diplomacia portuguesa, a abertura da "embaixada paralela" da comunidade autónoma de Espanha - cuja capital é Mérida (e que está dividida em duas províncias, Cáceres a norte e Badajoz a sul) - "terá sobretudo a ver com a cooperação que existe entre as duas estremaduras, nos serviços e no comércio". Será? |
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