Sábado, 17 de Maio de 2008
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Lisboa
17.05.08
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ETA poderá estar mais forte em Portugal


JOÃO PEDRO HENRIQUES
A ETA voltou a atacar em Espanha e, na sequência disso, surgiram na imprensa espanhola informações segundo as quais a conexão portuguesa do grupo terrorista basco é maior do que se pensa.

Citando "fontes da luta antiterrorista", o jornal cibernético 20 minutos.es disse que a retaguarda da ETA em Portugal "não é nada desprezível e mais importante do que a princípio se acreditava".

Recorda-se, neste contexto, que no ano passado foram detectadas duas ligações directas da ETA a Portugal: em 21 de Junho, foi descoberto em Huelva (fronteira sudeste, junto a Vila Real de Santo António) um carro alugado em Portugal carregado com 120 quilos de explosivos. Em 24 de Agosto,

Segundo acrescenta, Portugal é, conjuntamente com a Venezuela, a Alemanha e a Polónia, uma espécie de terceira linha do grupo terrorista basco. Esta terceira linha movimentará, ao todo, cerca de 200 etárras, numa mistura de veteranos e de jovens originários da "rua" basca. A segunda linha movimentar-se-à dentro do próprio território espanhol, composta por uma centena de etárras em formação. A primeira linha, operacional, não terá mais de vinte terroristas, divididos em três a cinco comandos, operando no País Basco e em Navarra.

Em Portugal, o facto de serem sido detectadas no Verão passado ligações concretas da ETA, fez surgir a ideia de se constituirem equipas conjuntas Portugal-Espanha para investigar. Recentemente, numa passagem por Lisboa, o juiz espanhol Baltazar Garzon disse que a constituição dessas equipas só dependia de alguns "trâmites" em Portugal.

Esses trâmites não estarão relacionados com o poder político português - que, através do ministro português da Justiça, Alberto Costa, já prometeu todo o "apoio" - mas sim das autoridades judiciais, ou seja, do Ministério Público, que tutela a investigação criminal, operacionalmente conduzida pela Polícia Judiciária.

As autoridades espanholas têm-se também queixado do tráfico fronteiriço de explosivos roubados em minas e pedreiras portuguesas. Suspeita-se que a dinamite roubada seja depois vendida a redes terroristas, tanto da ETA como fundamentalistas islâmicas.

No ano passado, um assalto numa pedreira no Minho foi investigado conjuntamente pela polícia espanhola e pela portuguesa. |
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