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Mulher acusada de induzir suicídio de jovem no My Space
FILIPE FEIO
Uma norte-americana foi acusada de contribuir para o suicídio de uma jovem de 13 anos, Megan Meier, através de uma fraude na qual terá participado através do MySpace. A mulher, Lori Drew, de Saint Louis, vai responder em tribunal pelas acusações de conspiração e acesso fraudulento ao computador de outrem.
Drew é acusada de ajudar a criar um perfil falso na rede social: a de um jovem de 16 anos, Josh Evans. De acordo com Ashley Grills, funcionária de Drew que admitiu à televisão ABC ter criado o falso perfil por sugestão da patroa, o objectivo era descobrir o que a jovem pensava da filha da arguida, de quem era amiga.
Durante o relacionamento virtual, Josh seduziu Megan, chegando a dizer que a amava. Mas a 16 de Outubro de 2006, o teor das comunicações alterou-se. A adolescente recebeu e-mails "cruéis" vindos do falso perfil, noticiou o site CNN.com. Uma das mensagens dizia que o mundo seria um lugar melhor sem ela, e-mail que Grills admitiu ter sido enviado por si, com o objectivo de terminar a "relação virtual", "brincadeira" que considerava já estar a ir longe demais. Megan enforcou-se nesse dia.
Salvador Hernandez, agente do FBI responsável pelo departamento de Los Angeles, afirmou que, "independentemente de a arguida conseguir prever os resultados, ela é responsável pelos seus actos". A acusação diz que Drew e Grills "utilizaram informações obtidas no MySpace para atormentar, incomodar, humilhar e embaraçar a jovem".
"Estou muito feliz pelo facto de essa mulher ser processada", afirmou Tina Meier, mãe de Megan, que acusa Drew de saber que a filha se encontrava a tratar uma depressão.
Em comunicado, o MySpace, considerado vítima no processo, afirma não tolerar o cyberbullying, e estar a colaborar com a justiça.|
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