Sábado, 17 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
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Rui Hortelão
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Lisboa
17.05.08
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EDP Renováveis rende até 1780 milhões de euros

A EDP vai encaixar um valor máximo de 1780 milhões de euros com a oferta pública de distribuição da EDP Renováveis (EDPR). Esta receita líquida máxima parte do pressuposto de que as acções sejam vendidas a 8,15 euros, valor médio do intervalo, e de que a procura permita exercer na totalidade o lote suplementar de acções (greenshoe).

O valor mínimo do encaixe será de 1547 milhões de euros. Estas receitas, que já deduzem os custos da EDP com a montagem da operação, avaliados entre os 52 e os 60,7 milhões de euros, destinam-se a eliminar grande parte da dívida da nova empresa contraída junto da casa- -mãe, e que em 21 de Março de 2008 ascendia a 2375 milhões de euros, de acordo com informações avançadas no prospecto da oferta da EDPR.

A nova empresa tem um forte plano de investimentos, que deverá oscilar entre os 1680 milhões e 1960 milhões de euros por ano até 2012, na instalação de cerca de 1400 MW por ano. Nessa data, a meta é atin- gir uma capacidade instalada superior a dez mil megawatts. Esta- dos Unidos, Península Ibérica e América Latina com foco no Brasil são os principais mercados da EDP Renováveis, que está também na França e na Polónia. Canadá, México e Europa do Leste são mercados potenciais. Nessa medida, a empresa prevê continuar a fazer aquisições na área das renováveis que podem vir a ser pagas total ou parcialmente com acções da empresa, o que a acontecer irá diluir a posição dos actuais accionistas, incluindo a da EDP, que ficará depois da oferta com 75% do capital.

Segunda-feira arranca a subscrição daquela que será a maior oferta de venda de acções na bolsa portuguesa e a maior prevista para este ano na Europa. A EDP vai vender 25% do capital da nova sociedade com um intervalo de preços entre os 7,40 e os 8,90 euros. Este intervalo, que valoriza a EDPR entre sete e oito mil milhões de euros, representa um desconto de 15% a 25% em relação às avaliações realizadas pelos bancos colocadores e deverá, segundo os analistas do Crédit Suisse, garantir o sucesso da oferta que não tem tomada firme. A decisão de avançar a um preço mais baixo penalizou ontem as acções da EDP, que caíram 0,75%.|- A.S.
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