Sábado, 17 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
Directores adjuntos: Filomena Martins,
Rui Hortelão
Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
17.05.08
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O mistério da casa cor-de-rosa


Luís Miguel Pereira
Na próxima época, Fábio Rochemback vai regressar literalmente a casa. Quando deixou Alvalade - já lá vão três anos - para jogar em Inglaterra, o internacional brasileiro preferiu não cortar o cordão com Portugal. Durante esses três anos, "Roca" manteve casa em Alcochete. Nos primeiros tempos, até o Ferrari vermelho ficou por cá, aos cuidados de um caseiro português de confiança.

Rochemback teve sempre a secreta esperança do regresso e chegou mesmo a passar por cá durante as três temporadas que esteve ao serviço do Middlesbrough, nomeadamente quando precisou recuperar de uma grave lesão.

Nesses períodos, instalou-se na famosa casa cor-de-rosa, na Urbanização Canto do Pinheiro, em Alcochete. Além da boa localização - a cerca de dez quilómetros da Academia - e da pacatez do bairro - poucas moradias situadas numa rua sem saída - não há muitas razões plausíveis para este amor de Rochemback.

Não se trata de um bairro de luxo e nem sequer de um condomínio fechado. O nível financeiro atingido por Rochemback - vai ganhar 85 mil euros por mês no Sporting - permitia-lhe outro tipo de mordomias. Mas o brasileiro prefere a casa cor-de- -rosa.

Foi lá que passou algumas das melhores tardes da sua vida. Eram frequentes os churrascos organizados no barbecue da piscina, sempre com música ao vivo e com a presença de alguns colegas de então, sobretudo brasileiros.

Três anos depois de ter deixado Portugal, Rochemback vai encontrar um novo vizinho: o também leão Celsinho. O brasileiro vive mesmo em frente à moradia de Rochemback e costuma receber, com frequência, os compatriotas Rony e Tiuí.

É mais uma tripla para fazer furor nas tardes quentes da casa cor-de- -rosa.|
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