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Retomada a montagem da Feira do Livro
A Câmara Municipal de Lisboa levantou ontem a suspensão dos trabalhos de montagem dos pavilhões da Feira do Livro de Lisboa, evento cuja realização "nunca esteve em causa", disse à Lusa o presidente da APEL, Baptista Lopes. A reunião entre os editores e a autarquia, que estava marcada para o final da tarde de ontem foi adiada "em princípio" para segunda-feira, informou Baptista Lopes.
A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) reafirmou ontem, numa resposta à autarquia de Lisboa, estar aberta à inclusão do grupo Leya na Feira do Livro da cidade, "desde que se inscreva nas mesmas condições de todos os participantes". Em resposta a um pedido de esclarecimento feito esta semana pela Câmara Municipal de Lisboa com carácter de urgência, a APEL afirmou que "nunca aceitou qualquer compromisso para o acolhimento de novos modelos de stands" e que nunca esteve em causa um "regime de excepção" para o grupo Leya participar no certame. A APEL "fará todos os esforços para ajustar o layout e montar os stands do Grupo Leya desde que estes se inscrevam nas mesmas condições de todos os participantes", lê-se no documento de resposta. A associação garante ainda que existe uma comissão técnica para elaborar um "projecto de melhoramento e modernização" para a edição da Feira do Livro de Lisboa de 2009. A cinco dias da abertura oficial da 78.ª edição, a APEL requereu à autarquia a declaração de interesse público para a feira do livro, remetendo para a Leya qualquer responsabilidade pela ausência de escritores editados pelo grupo.
A Câmara de Lisboa pediu esta semana à APEL, com carácter de urgência, explicações sobre a recusa de instalação de novos modelos de stand na Feira do Livro, nomeadamente do Grupo Leya, e ponderou a atribuição de um subsídio de 200 mil euros e a isenção de taxas municipais. No mesmo comunicado, a APEL solicitou ao presidente da câmara a revogação suspender a montagem da Feira do Livro para que "corresponda às expectativas" dos editores. Na óptica da APEL, "é por demais evidente que os interesses meramente comerciais do grupo Leya, estão a tentar condicionar e influenciar as atitudes e comportamentos dos serviços camarários".|- T.P. com LUSA
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