Sexta, 16 de Maio de 2008
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Director: João Marcelino
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Rui Hortelão
Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
16.05.08
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Casamentos registam quebra acentuada em 2007


CÉU NEVES
TIAGO MELO
Os portugueses estão a casar cada vez menos, revelam os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2007. Só que, no último ano, esta descida foi mais acentuada que nos anteriores, tendo-se registado menos 1708 uniões oficiais (menos 3,6%). Fevereiro e Janeiro são os meses em que se celebram menos matrimónios. E praticamente um em cada dois casais prefere casar-se nos meses em Julho, Agosto e Setembro.

Estas são as primeiras estatísticas demográficas de 2007, agora publicadas no boletim do INE, com a ressalva de que são dados provisórios e apenas relativos a casamentos, nascimentos e óbitos. Realizaram-se 46 149 casamentos, o que dá uma média de 4,6 por mil habitantes. E 43% destas uniões realizaram-se de Julho a Setembro.

As estatísticas nacionais revelam, também, uma diminuição no número de nascimentos no País (104 213), embora esta descida (menos 0,4%) não seja tão acentuada como a verificada nos casamentos.

Nos 12 meses do último ano verificou-se um ligeiro aumento de óbitos (103 727), uma subida de apenas 0,1% mas que foi suficiente para que, em Portugal, tenha existido um saldo natural negativo, o que acontece pela primeira vez. Ou seja, o número de nascimentos não compensou o número de pessoas que morreram, tendo-se chegado a Dezembro de 2007 com uma diminuição de 1514 habitantes na população portuguesa. Refira-se que não está contabilizado o saldo migratório, a diferença entre os número de cidadãos que entraram e os que saíram do País.

Nasceram mais homens (52 539) do que mulheres, mas a diferença entre o número de bebés de ambos os sexos é menor do que a registada em 2006 (49 674). Setembro foi o mês com um maior número de nascimentos (9 412), enquanto Fevereiro e Abril têm o menor número de nados-vivos.

Em relação aos óbitos, continuam a verificar-se mais mortes entre os homens do que entre as mulheres, só que houve uma diminuição de 5,3% de óbitos no sexo masculino ao mesmo tempo que aumentou em 6,6% o número de falecimentos no sexo feminino, comparativamente a 2006.

São os meses de Inverno aqueles que se revelam mais mortíferos para a população portuguesa.|
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