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Autoridades tentam libertar grupo de reféns
O Governo português garantiu que está a fazer todos os esforços para ajudar na libertação das 11 pessoas raptadas na Nigéria, grupo que inclui um português. Apesar da escassez de informações (trata-se de uma situação sensível), sabe-se que o cidadão nacional, Carlos Manuel Pimentel Soares, se encontra bem de saúde. Foi pedido um resgate de 164 mil euros.
O grupo foi sequestrado na terça--feira, por homens armados que assaltaram o navio Lourdes Tide. Este navegava entre Onne, em Rivers, e Escravos, no Delta do Níger. Não foi revelado o local exacto.
Carlos Soares, de 42 anos, natural de Leça da Palmeira, é oficial da marinha mercante e comandava o navio abordado pelos piratas. O imediato é ucraniano e também foi sequestrado. Os restantes raptados são de nacionalidade nigeriana.
Segundo a Lusa, que cita Joe Bennet, o vice-presidente da Tidewater, empresa proprietária do navio, "continuam a ser feitos contactos telefónicos e por correio electrónico com o comandante do navio", o que permite conhecer a situação dos tripulantes raptados.
"Temos muita gente a trabalhar na libertação [dos reféns]. Falámos com funcionários de vários governos, diplomatas e pessoal ligado à área da segurança", acrescentou o dirigente da empresa, que se escusou a dar mais informações, por "não querer pôr em perigo todos os esforços em curso". O navio Lourdes Tide, da Tidewater Nigéria, estava ao serviço da petrolífera Chevron.
O sequestro de trabalhadores da indústria do petróleo é comum no delta do Níger, uma zona de produção petrolífera. A distribuição da riqueza do petróleo é contestada por grupos regionais, que praticam esta forma de sequestro para obterem lucrativos resgates. Esta prática tem perturbado a produção petrolífera nigeriana, a ponto de Angola ter já ultrapassado a Nigéria como maior produto de petróleo em África.
No ano passado, mais de 200 empregados de empresas petrolíferas estrangeiras foram raptados na zona do Delta, que é também uma das regiões mais pobres da Nigéria.
A Chevron Nigéria já prometeu, em comunicado, "mobilizar todos os agentes interessados, incluindo o Governo e agentes de segurança, a localizar e libertar as pessoas sequestradas".
O tempo de cativeiro é outra incógnita neste caso. Por vezes, os raptos de estrangeiros são de curta duração e as empresas afectadas conseguem uma libertação rápida. Mas já houve casos em que o sequestro se prolongou durante semanas.
Segundo disse Joe Bennet, da Tidewater Nigéria, citado pela Lusa, "temos especialistas a tratar do assunto. Não queremos divulgar muita coisa. A não ser que os nossos funcionários são a nossa principal preocupação".|
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