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União Europeia quer reatar diálogo com Cuba
SUSANA SALVADOR
A União Europeia deve encontrar-se com a delegação cubana à margem da cimeira que reúne 60 países de Europa, América Latina e Caribe, no Peru, noticiou ontem o jornal espanhol El País. A confirmar-se será a primeira reunião de alto nível após a saída oficial de Fidel Castro do poder.
Segundo fontes diplomáticas, citadas pelo jornal, os europeus estarão representados por membros do Conselho, da Comissão e da presidência eslovena. Uma reunião semelhante ocorreu em Setembro de 2007, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Contudo, numa conferência de imprensa, na semana passada, um responsável cubano tinha dito que o Governo de Raúl Castro não tinha planos para continuar durante a cimeira as negociações com a UE para a abertura de um diálogo concreto.
Bruxelas cortou relações com Cuba depois da Primavera Negra de 2003, quando 75 dissidentes foram presos e acusados de "prestar serviço a uma potência estrangeira", os EUA. Para reatar o diálogo, Havana quer o fim do bloqueio comercial europeu, suspenso desde 2005. Espanha tem sido o país que mais tem defendido o reatamento do diálogo, tendo o chefe da diplomacia espanhola, Miguel Ángel Moratinos, visitado a ilha em 2007. Contudo, países como Polónia, República Checa e Reino Unido opõem-se a esta medida.
Em relação à cimeira de Lima, começa hoje o debate em relação à luta contra a pobreza e à defesa do meio ambiente. "Crescer sem pobreza e fazê-lo respeitando o meio ambientes são os grandes objectivos desde diálogo que temos a certeza de que vai ter resultados claros", disse o Presidente peruano, Alan García.|
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