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O 'sweetiegate' atinge Obama
SUSANA SALVADOR
"Hold on one second, sweetie", que em português seria algo como: "Aguarde um segundo, docinho." Foi este o comentário que o candidato democrata Barack Obama fez a uma jornalista da televisão WXYZ e que causou um pequeno escândalo. Para evitar o sweetiegate, o senador do Ilinóis pediu desculpas à visada, que revelou a mensagem que este lhe deixou no telemóvel.
Numa visita a uma fábrica de automóveis, em Detroit, a jornalista Peggy Agar gritou uma pergunta ao candidato democrata: "Como é que vai ajudar os operários da indústria automóvel americana?" Em vez de responder, Obama pediu que esperasse pela conferência de imprensa, no final, tendo usado a expressão sweetie - já o fizera uma vez, em Abril, quando se dirigiu a uma operária, na Pensilvânia.
Peggy Agar terminou a sua peça para a estação dizendo: "Esta sweetie nunca recebeu uma resposta." Mais tarde, o senador ligou para o telemóvel da jornalista e deixou-lhe uma mensagem com um pedido de desculpas, por não ter respondido e por ter-lhe chamado sweetie - "É um mau hábito que tenho. Faço-o com todo o tipo de pessoas. Não o faço por desrespeito e lamento-o profundamente." Obama pediu ainda a Peggy Agar que lhe voltasse a ligar, prometendo recompensá-la quando regressar a Detroit.
A jornalista, que disse que já lhe tinham chamado piores coisas, ficou muito surpreendida com o pedido de desculpa. Contudo, a sua grande preocupação foi não ter obtido uma resposta: "As pessoas no Michigan têm de tomar uma decisão sobre em quem vão votar. [Obama] podia ter parado um segundo para dizer o que vai fazer por elas."
Com ou sem escândalo, o senador continua a ser o favorito à nomeação democrata. Ontem, criticou o Presidente George Bush, dizendo que este desferiu um "ataque político" no seu discurso no Knesset, o Parlamento israelita. Segundo Obama, acusou-o implicitamente de ser fraco com os terroristas, por admitir conversações com o Irão, a Síria, a Venezuela e Cuba. A Casa Branca nega a acusação.|
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