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Um duelo equilibrado até nos números
A estatística vale o que vale. Nada pode contra bolas no poste, ressaltos traiçoeiros, lesões inesperadas, apitos certos ou errados, frangos ou jogadas de antologia. Não ganha jogos - muito menos uma final da Champions -, mas ajuda. É por isso que geralmente só os treinadores de bancada é que não estão atentos ao seguinte: até ao momento, o melhor marcador da prova, nasceu na ilha da Madeira. Cristiano Ronaldo tem sete golos, mas é seguido de perto pela gazela da Costa do Marfim, monsieur Didier Tébily, mais conhecido por Drogba, que só tem menos um golo nas contas de artilharia.
Mas, à atenção do Manchester, Drogba é o homem que mais remata à baliza entre todos os jogadores da Champions. Por outro lado, ou pelo meio, é também Drogba quem mais é apanhado nas teias do fora-de-jogo na prova, o que já conteceu por 16 vezes. Carlos Tévez, o avançado argentino do Manchester, com oito, é o caso mais grave, embora Cristiano Ronaldo, acompanhado na estatística por Joe Cole e Florent Maluda, no Chelsea ou por Wayne Rooney, seu companheiro red devil, já leve sete na sua conta, ainda assim a menos de metade da concorrência londrina. Por falar em maus exemplos. No que se refere a cartões amarelos, a coisa está renhida. Eis o resultado até a esta final: Chelsea 12 - Manchester United - 13. Sobre os cartões vermelhos, nada a dizer. Ambas a equipas ficaram incólumes. Embora neste momento sejam contas de outro rosário, uma palavra especial para o Inter de Milão que, se não acontecer nenhuma hecatombe discuplinar na final, será o recordista deste ano da Champions, com quatro expulsões.
Não convém esquecer que outro português, Nani, é o rei das assistências para golo, três, no Manchester United, mas tem tantas com Frank Lampard, no Chelsea. Em matéria de vice-reis, a distribuição é desigual. Michael Essien, no Chelsea, tem duas assistências, enquanto Wes Brown e Ryan Giggs, já ofereceram dois golos de bandeja aos seus colegas de equipa.
Cristiano Ronaldo e Didier Drogba conseguem as melhores estatísticas e quase todas as vertentes dentro de campo. E, no que diz respeito a faltas cometidas, também estão classificados com distinção, sinal que a melhor defesa começa também no ataque. Drogba é mesmo o jogador mais faltoso do Chelsea, logicamente seguido por Claude Makelele e pelo inevitável John Terry. No Manchester United, Patrice Evra é o rei das faltas, registando vinte, seguido de Wayne Rooney, com 17, por sua vez seguido da dupla made-in Portugal, constituída por Cristiano Ronaldo e Nani, ambos com 14 e, como não podia deixar de ser, Paul Scholes, com "modestas" 13. Agora resta saber que números vai oferecer este duelo inglês. Outra coisa: Manchester United tem dois troféus na sua história. E o Chelsea, nesse particular, não tem história. |
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