Polémicas e factos extraordinários nunca faltam no nosso campeonato. Neste tivemos desde a primeira jornada - o golo do FC Porto ao Sporting, o despedimento de Fernando Santos do Benfica - continuando por aí fora, desde o número inusitado de penaltis que teve o Sporting (e os seus desperdícios), os treinadores sucessivos do Braga, salários em atraso, ou Rui Costa com dois chapéus. Mas a grande polémica veio no fim, com as decisões do "Apito Final", antes da última jornada, com descida administrativa do Boavista, subtracção de pontos a FC Porto e União de Leiria, dura punição de árbitros, actuais e antigos, por factos que se terão passado em 2003-04. A longa tradição do futebol português nunca foi de haver poderes equilibrados e demasiado poder nunca foi bom conselheiro - que atire a primeira pedra - e talvez os nossos decisores finalmente se convençam disso. O "Apito final" marca uma fronteira mas não de 25 anos, como dizia há dias Cunha Leal. Se valer só para essas décadas, não vai servir para nada, até porque mesmo nestas duas décadas e meia, em que até ele foi director-executivo e presidente da Liga sem pestanejar apesar de o presidente do seu clube ter dito que era mais importante esse lugar na Liga do que um bom n.º9 na equipa, os problemas vão continuar. . |