Sexta, 16 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
Directores adjuntos: Filomena Martins,
Rui Hortelão
Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
16.05.08
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MEIO ANO A GERIR


António Tadeia
jornalista
Uma arrancada demolidora, com oito vitórias consecutivas, incluindo uma sobre o Sporting, complementada com um segundo fôlego, que o levou a ganhar ao Benfica na Luz, permitiu ao FC Porto sentenciar a Liga em inícios de Dezembro. À 13.ª jornada, os dragões tinham cedido apenas dois empates e já contavam dez pontos de avanço sobre o segundo. O resto da história fala de gestão com objectivo à vista, umas vezes abrandando, como na visita à Choupana, onde sofreu a sua primeira derrota, outras acelerando, como na viagem até Guimarães, onde a indignação prévia dos grandes de Lisboa o levaram a uma goleada por 5-0. Contas finais, o FC Porto acabou com 20 pontos de avanço sobre o segundo, com o melhor ataque (60 golos, mais 14 que o Sporting), a defesa menos batida (13 golos, menos oito do que o Benfica), o melhor marcador (Lisandro López, com 24 golos), o melhor jogador (Lucho González, que juntou a este prémio o de melhor assistente, com onze passes para golo) e, inevitavelmente, o melhor treinador, que nenhuma proeza pode ser maior do que a de dominar a Liga desta forma. Na luta pelo acesso directo à Liga dos Campeões acabou por se impor o Sporting. Dos europeus, foi o único a ganhar ao FC Porto e, embora tenha falhado muito, acabou por falhar menos do que os outros. A época acaba por ser mais do que mediana para Paulo Bento, que além de aceder ao jackpot milionário, ganhou a Supertaça, levou a equipa a mais duas finais (da Taça da Liga e da Taça de Portugal, esta ainda por jogar) e comandou a formação portuguesa que durante mais tempo se aguentou na Europa. Acima das expectativas andou o V. Guimarães de Cajuda, que entra para os livros como o melhor promovido da história do futebol português - acabou em terceiro lugar, pode ir à Champions e até andou durante muito tempo em segundo. Aguentou mesmo assim o embate final do Benfica, para quem o quarto lugar - segunda pior posição de sempre - acaba por ser frustrante. A Taça UEFA acolherá o Marítimo de Lazaroni, que teve uma quebra a meio da época, mas recuperou a tempo até de superar o V. Setúbal. A vitória na Taça da Liga representou o canto do cisne de uma equipa espremida até ao tutano por Carvalhal - o Vitória só ganhou dois dos sete jogos que fez desde o sábado de Páscoa e só será Europeu devido aos seis pontos retirados ao Belenenses em nome da utilização irregular de Meyong. Quer isto dizer que, apesar de tudo, o Belenenses até fez uma época razoável, ao contrário do instável Sp. Braga (quatro treinadores), que lhe ficou com a vaga na Taça Intertoto, do Paços de Ferreira e da U. Leiria, que enquanto duram os recursos do "Apito Final" fazem figura de despromovidos. E atenção que andaram nas taças europeias.|
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