Sexta, 16 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
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Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
16.05.08
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Os custos da BP subiram 30% em Portugal


LIONEL BALTEIRO (FOTO)
Os custos das companhias petrolíferas com a compra de produto para abastecer o mercado não param de subir. E isso tem de se reflectir nos preços ao consumidor final. Só no caso da BP Portuguesa, diz o seu presidente, o capital empregue subiu 90 milhões de euros no primeiro trimestre. Este acréscimo de custos, que é suportado pelo accionista, resulta sobretudo do aumento do preço da matéria-prima.

António Comprido explica que não se pode relacionar directamente o preço do petróleo com o da bomba. É que os contratos para comprar produto estão indexados aos índices internacionais que seguem o petróleo. "Não é verdade que as petrolíferas comprem mais barato", diz. A maior percentagem de flutuação dos preços está fortemente influenciada pelo produto que sai da refinaria. E a refinadora nacional (que é a Galp) tem de reflectir os índices internacionais porque quando vai comprar crude para repor os seus stocks de produto já terá de o pagar os novos preços. Daí que os sucessivos recordes alcançados nas cotações do petróleo tenham imediatamente reflexo no preço de venda ao público.

"Não há hipótese de as companhias amortecerem", conclui o presidente da BP Portuguesa, que tem a terceira maior rede em Portugal por número de postos e a segunda em vendas. |
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