Sexta, 16 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
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Rui Hortelão
Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
16.05.08
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Construtoras ultimam consórcios para concorrerem às grande obras


LEONOR MATIAS
O troço Poceirão-Caia, numa extensão de 170 quilómetros, vai dar em Junho o pontapé de saída para o arranque das grandes obras públicas previstas para a próxima década e cujo volume de investimento está calculado em 40 mil milhões de euros. O troço está integrado na linha Lisboa-Madrid, que deverá ficar concluída em 2013 e inclui a construção da ponte Chelas-Barreiro. Em declarações ao DN, António Mansoni, do departamento de economia da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), considera que as empresas portuguesas "têm capacidade" para concorrer às grandes obras, incluindo a alta velocidade e as barragens.

Desde o Centro Cultural de Belém, daPonte Vasco da Gama e da Expo'98 que o mercado não assistia a um volume tão elevado de obras, que tem associado a criação de milhares de postos de trabalho.

A Brisa e a Mota-Engil deram o mote para aquilo a que se vai assistir nos próximos tempos, ao anunciarem a constituição de consórcios para os diversos concursos. Fonte da Somague explica a formação dos agrupamentos como uma forma de ganharem "valências técnicas e financeiras". A associação a entidades financeiras garante às construtoras parceiros bem preparados para a montagem dos financiamentos e para gerirem os riscos. O consórcio Asterion, para a construção do novo aeroporto, é o exemplo da associação construção/banca, ao incluir a Mota-Engil, Brisa, Somague e os três principais bancos: BCP, BES e Caixa Geral de Depósitos. Este consórcio ainda não está fechado e ultima a entrada de um parceiro estrangeiro com experiência na gestão aeroportuária. A Lena Construções e a MSF são os mais recentes parceiros do Asterion, e os espanhóis da Abertis, parceiros da Brisa, sondam o consórcio para uma possível entrada.

A espanhola Ferrovial já demonstrou interesse nos projectos portugueses, mas ainda não avançou com nenhuma parceria. O mesmo responsável da Somague referiu que até ao lançamento dos concursos os consórcios estão abertos a novas entradas. Neste momento, as construtoras ainda não conhecem os pormenores sobre os concursos, nomeadamente para a construção do troço entre o Poceirão e o Caia. António Mota, presidente da Mota-Engil, anunciou esta semana que até final de Maio e princípios de Junho vai apresentar o consórcio para a alta velocidade, certo para já é a inclusão da Somague e da Teixeira Duarte neste agrupamento. Encontra-se ainda em formação outro grupo liderado pela Brisa, Soares da Costa e Bento Pedroso.|
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