Sexta, 16 de Maio de 2008
Edição Papel
Director: João Marcelino
Directores adjuntos: Filomena Martins,
Rui Hortelão
Subdirectora: Catarina Carvalho
Lisboa
16.05.08
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CONSTRUÇÃO EM MOVIMENTAÇÃO


Patrícia Nabiço
pnabico@bancobig.pt
O que explica a valorização da Soares da Costa e de outras construtoras? Será que os factos já públicos o justificam ou há outros factores?

O sector da construção nacional tem vindo a alterar a sua forma de actuar, com os grandes players a deixaram de ser apenas construtores para passarem também a ser responsáveis pela exploração e concessão da generalidade das infra-estruturas que constroem. Tendo em conta as intenções de investimento público anunciadas, com a concretização prevista entre 2008 e 2017, assiste-se neste momento a grandes movimentações no sector, tais como a formação de consórcios e obtenção de financiamento, o que determina um maior interesse por parte dos investidores.

O BCP apresentou lucros trimestrais piores do que o previsto. O pior da crise na banca já passou?

Os resultados do BCP foram abaixo do esperado, sendo de destacar o facto de ter assumido as perdas com o BPI. Ainda é cedo para descortinar se o pior da crise já passou, pois recentemente assistimos ao anúncio de aumentos de capital e algumas instituições reviram em alta as perdas previstas com o crédito. Por outro lado, a actual situação teve origem no imobiliário e até ao momento não assistimos a sinais de inversão.

Estamos a meio de Maio e a EDP ainda não anunciou a decisão sobre a oferta das renováveis. O tempo está a ficar curto para uma dispersão em Junho? Qual será a receptividade do mercado?

O factor tempo começa a limitar o desenrolar da operação e a inexistência de informação sobre o processo indica alguma incerteza quanto à realização do IPO. Adicionalmente, existem outros factores que poderão limitar o interesse dos investidores, tais como os actuais níveis de volatilidade, valor de colocação no mercado ou até o comportamento negativo registado pela Iberdrola Renovables. Mas caso a operação se realize, esta deverá ser bem sucedida dada a potencialidade negócio.

De que forma o aumento dos combustíveis poderá vir a penalizar a Galp na Bolsa?

Na apresentação preliminar de resultados, a Galp disse que as vendas de produtos refinados permaneceram estáveis, apesar da exponencial subida do preço do crude. Este facto traduz-se em dois efeitos distintos sobre as empresas petrolíferas, conduzindo a uma valorização dos seus activos e, por outro lado, a uma queda das margens de refinação, uma vez que o impacto da subida do preço do crude não é totalmente imputável ao cliente final. |
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